quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Volta.

          Ao longo de toda a sua vida, provavelmente você vai ter amigos que vão e amigos que vem. Alguns que permaneceram nela por tanto tempo podem ir-se de repente, e alguns que estão há pouquíssimo podem, de repente, se distanciar, e não há como ter controle sobre isso. Alguns amigos novos vão vir, mas você nunca deve esquecer os velhos, e as lembranças felizes não devem ser suplantadas. Assim como as amizades não se explicam, não se sabe quando elas acabam; e nem sempre pode-se dizer o porquê exato. As vezes as pessoas se distanciam, e simplesmente... acaba. Não por falta de cuidado, ou de vontade. Simplesmente porque acaba. Eu não tenho explicação para nenhuma das amizades que perdi há pouco, e uma dessas eu julgava nunca deixar ir embora; mas nos distanciamos, e o assunto foi acabando, e as conversas diminuindo...
          Então, não, eu não queria me distanciar de você. Eu queria passar toda a minha vida ao seu lado, sendo seu amigo mais fiel, mas leal, e que passeássemos juntos, e nos divertíssemos e ríssemos simplesmente pelo prazer de existirmos em convivência... Que compartilhássemos um com o outro nossas paixões secretas, e todos os outros segredos, e que quando estivéssemos juntos as pessoas parassem para admirar uma amizade tão bela... mas não foi assim. Você foi embora, sei que não porque quis, e depois disso eu não soube mais o que fazer. Não soube mais o que falar.
          Mas eu não quero te perder – não mesmo. Eu quero ser seu amigo. Mas não depende só de mim... Eu VOU falar mais com você, e eu VOU tentar ser o mais legal possível, mas se você também quer ser minha amiga, ajude! Fale comigo sempre... por favor. Você foi e espero que ainda seja muito especial pra mim. Não quero te perder. Não mesmo.

          Dedicado a Bianca Manzini.  

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Autoestima

          Todo mundo sofre um dia. Não vou comparar o grau dos sofrimentos: se uma dor menor tivesse que ser ignorada em prol de uma maior, viveríamos uma sociedade em depressão. Em suma, todos tem seu dia ruim, seu momento triste, ou um desejo que se esvai perante aos seus olhos – ou que simplesmente dança perante eles por toda sua vida para no final nunca ser realizado – mesmo que sejam tipo diferentes de dor.
          Algumas pessoas sofrem por paixão. Por mais que se diga ao sofredor o quão ele é insensato por chorar por alguém que não merece nem ser compreendido como ser vivo – e que provavelmente cairia melhor como pedra – o indivíduo, imerso em suas dores, só depois de caminhado um tortuoso caminho verá o quão estava errado, para então esquecer seus erros e tomar um caminho mais sadio. Mas não é errado sofrer por paixão: aqueles que não sofrem dificilmente aprenderão a dar valor ao que tem, e com certeza perderão um aprendizado essencial.
          Outras pessoas sofrem por dor. Esse, agradeço, é um sofrimento pelo qual nunca passei, e pelo qual não quero passar. Não acredito que traga nenhum tipo de experiência valorosa, e francamente não entendo o motivo daqueles que passam por isso por vontade própria.
          E por fim existem as pessoas que dizem sofrer por amor. Eu acredito, como já disse um grande sábio, que o amor verdadeiro não nos faz sofrer. Então, se vocês sofreram, se derramaram lágrimas de tristeza por causa de algo que aquela pessoa lhe fez sentir, essa pessoa não vale sua atenção. Não vale o seu olhar, não vale nada que venha de você. E, sim, eu sei que provavelmente você vai ignorar esse conselho – como eu disse, lá em cima, que os apaixonados fazem – mas quanto mais reforçado for, melhor. Talvez ela(e) seja até uma pessoa legal, mas pra você não dá. Pelo menos não pra “amar”. Então força, se você estiver nessa situação. Mesmo que você queira fazer alguém passar por tudo que você passou, pense que o prazer de tirar (se você sente algum) nunca é tão satisfatório quanto o prazer de ter. Então, cabeça pra cima, amigos por perto e siga em frente. Um dia alguém vai te valorizar como você quer, e você também vai valorizar essa pessoa, e mesmo que não seja amor, mesmo que vocês não tenham um futuro juntos, se casem e tenham um família juntos, aquela pessoa, talvez um amante, talvez um amigo, vai ser seu porto seguro, sempre que você precisar. Um dia essa pessoa, que não é ficção, vai parecer, e vai te fazer feliz. E pros sarcásticos, não: não é uma piada. 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Para alguém bem perto

Só um pequeno devaneio, antes da 3ª parte de Chamas.

          "Sabe quando alguém vai embora? Quando o espaço que essa pessoa preenchia fica vazio e ninguém tem o tamanho certo pra caber nele? Essas pessoas, que vão-se embora assim de repente e nos deixam na expectativa do retorno, mesmo que este pareça improvável, essas pessoas, elas deixam, junto aquele incomodo buraco - para o qual não aguentamos nem olhar, quanto mais tentar preencher - deixam dúvidas: "Será que você está com tanta saudade quanto eu? Se você voltar, vai ser como era antes?"
          Essas dúvidas corroem a gente por dentro, fazem com que sintamos todo o tipo de agonia indescritível, e na tentativa de afogar os sentimentos em lágrimas, descobrimos em meio à balburdia das emoções, que as melhores lembranças são inesquecíveis. É por isso que não vai ser fácil aguentar todo esse tempo. Eu não sei se daqui até lá as coisas estarão iguais, mas uma coisa é certa: quem você é, eu nunca vou esquecer. E por fim, a grande dúvida que faz meu interior ribombar em agonia: "Você sente minha falta?"

         Para alguém bem perto, e ao mesmo tempo tão longe...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Um beijo ente escarpas

          Enquanto o vento carregava a areia em uma tortuosa viagem até a varanda com vista para o mar e as escarpas, eu esperava por você. As nuvens no céu rosado não formavam mais as mesmas formas que formavam no início da tarde, quando a cor do céu ainda era azul – para combinar com o mar.
          As luzes da cidade começavam a acender quando eu ouvi as leves batidas na porta da frente. Fui atendê-la com a ansiedade alcançando o ápice e logo depois se dissolvendo em alegria quando seu rosto apareceu, e sorriu do jeito especial que só você sabe sorrir.
          A noite logo chegou, para destacar a luz tremulante que vinha das velas em candelabro prateado, que adornavam a mesa de centro e faziam bruxulear o reflexo da luz em seu cabelo; ela trouxe também a lua, que, gigantesca, pôs-se na varanda para observar nós dois. Conversa posta em tempo, a atenção foi desviada para o piano sempre presente no centro da sala. Seu gesto inconfundível com os dedos teclando perto ao rosto e um sorriso maroto nos levou a sentar em frente ao instrumento, e tocamos até os dedos doerem, rindo aqui e ali de um som disforme que se contorcia no ar, quando eu ou você acidentalmente tocávamos a nota errada.
          Saímos para a rua, e por mais que uma orla de paralelepípedos com casinhas rústicas, decorada com palmeiras e cercada por escarpas fosse naturalmente linda, tudo era ainda mais belo com você lá, e seu cheiro, que por tanto tempo havia permeado minha mente, acariciando novamente meu olfato, me fez sorrir por toda a viagem, e por ter sido de origem tão feliz, não reclamei da dor que acometeu meus músculos da face no fim do dia. Comemos num esplendido restaurante, e o delicioso sabor em meu paladar era o que faltava para completar a festa dos sentidos; sua beleza, seu cheiro e sua voz.
          Você foi tudo o que eu precisava pra ser feliz naquele dia. Quando ele terminou, finalmente com um beijo, você me perguntou:
          - Eu fiquei longe por anos, sem te dar nenhuma garantia, nada, e ainda assim você estava aqui, esperando pacientemente por mim.
          E eu então respondi,
          - Você não me deu garantia, mas eu me permiti sonhar sem ter medo de me machucar. Você, talvez indiretamente, me deu algo sem o que a vida não tem a mesma graça: esperança. Por isso e pela felicidade, ontem e hoje, eu só tenho a agradecer.
          E a lua por fim sorriu para nós, e as estrelas riram alegremente num burburinho. Teriam algo para fofocar.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A cor comum

          A primeira gota caiu enquanto eu ainda estava longe. Eu pude sentir. A maleta de adornos prateados que eu segurava em minhas mãos foi ao chão quando o misto de choque e adrenalina me atingiu em cheio, fazendo com que eu começasse minha corrida desesperada, deixando para trás meus pertences, que se espalharam pelo chão quando meu então inútil compartimento se abriu ao se chocar com o chão, num baque surdo que representava todas as esperanças que eu deixava para trás.
           Meus passos apressaram-se quando a segunda gota encontrou a primeira, misturando-se para começar a formar uma perigosa poça, que espelhava tudo aquilo ao que eu estava me dirigindo. Eu precisava chegar lá antes que gotas demais se embaralhassem num desgostoso anúncio que atirava minha inutilidade em meu rosto.
          A terceira gota atingiu o chão em tempo a se unir em dolorosa cumplicidade à minha crescente aflição. O tempo passava, e eu precisava alcançar o meu destino o mais rápido possível. Minha presença era vital, e a distância comprimia-se em velocidade perigosamente devagar, enquanto o tempo se esticava de maneira preguiçosa, sem pressa de passar, assistindo tudo àquilo como um espetáculo delicioso.
          Uma pequena poça já havia se formado com a quarta gota, e minha aflição rapidamente transformou-se em voraz desespero. Eu ia me cansando e deixando o cansaço de lado; se não alcançasse o destino a tempo, seria fatal.
          A quinta gota tocava o chão enquanto um sorriso perverso formava-se no rosto do ardiloso tempo, e a distância dobrava-se gentilmente, mas ainda sim devagar, e meu medo crescia aterradoramente.
          Eu a alcancei na sexta gota. Imagine meu desespero ao perceber que não eram gotas, mas uma cachoeira de sangue que deixava seu corpo, levando a vida que eu tanto amava embora. Me aproximei lentamente, e você sussurrou ao meu ouvido, “Eu tentei”.
          Mas eu não podia deixar você ir. Em um gesto de amor, uma tênue linha branca saiu das minhas veias e adentrou seu corpo, e enquanto me senti ligeiramente mais fraco, você se ergueu, seu rosto vívido novamente. Você olhou bem para mim, e seu sorriso expressou toda a felicidade que me moveu a fazer aquilo.
          Amar é dividir a vida.

sábado, 31 de dezembro de 2011

E o terno descolorido contra o espírito de ano novo no aeroporto

          Toda a alegria, a felicidade, todo o frisson do espírito de ano novo encontravam finalmente seu oposto no rosto do entediado atendente de terminal aeroviário, que encarava um senhor de meia idade vestido num descolorido terno executivo, este que, por sua vez, ostentava uma expressão de descontentamento absoluto.
            - Como assim “vai atrasar”? – o homem no terno exclamou, um tom mais alto do que o suficiente para atrair alguma atenção para si num lugar lotado; mas aquele lugar não estava lotado. No último dia do ano, ninguém queria passar o Réveillon no aeroporto ou num avião. O usual som de passos, tão comum nos aeroportos, havia viajado junto com as centenas de pessoas que foram passar a virada de ano com sua família ou amigos. Sendo assim, nenhuma cabeça se virou na direção do avermelhado homem grisalho, e sua voz ecoou pelo imenso saguão.
            - No momento estamos passando por dificuldades técnicas, senhor. Agradecemos sua compreensão.
           O problema técnico tinha relação com um piloto bêbado e uma deficiência numérica quanto aos tripulantes, mas o cliente não precisava saber disso.
          Um rosto castigado pela idade contorceu-se numa expressão que certamente lhe garantiria mais rugas ainda e se virou para dar as costas ao jovem homem que se esforçava ao máximo para ignorar o fato que estava prestando serviço a um aeroporto virtualmente vazio. Os passos do homem velho o levaram ao banco no qual ele havia deixado sua maleta. Devido ao seu rosto furioso, até ele mesmo se espantou quando alguém sentou-se ao seu lado.
          - Olá, Alberto. – disse-lhe o rosto estranhamente familiar – e estranho não era o modo como era familiar, e sim o fato de lhe ser familiar, já que não tinha muitos amigos.
          - Eu deveria te conhecer? – perguntou Alberto, ao qual a educação nunca havia lhe feito o favor de bater à porta.
          - Deveria. Mas não é de costume do patrão ter intimidade com seus empregados, não é mesmo?
          Constrangido como poucas vezes havia estado, o homem estranhou a falta de medo e a hesitação que os trabalhadores costumavam apresentar ante a ele.
          - Por acaso esqueceu o respeito em casa? – ele disse, após recuperar sua postura esnobe.
          - Acho que eu não lhe devo mais respeito algum.
          - Então por acaso já tem outro emprego? – ele tentou ameaçar a corajosa mulher, que o fitava com olhos mais frios do que os do próprio homem.
          - Não, eu não tenho. E esse é exatamente o problema.
          O homem estava então completamente perdido.
          - Ah, você não se lembra, não é mesmo? – ela perguntou, num misto desagradável de incredulidade e desgosto. – Você me demitiu, imbecil.
          As palavras duras atingiram o executivo como uma porta de vidro despedaçando-se em sua cabeça.  
          - Mas não fez diferença nenhuma, não é? Você não sabe nem ao menos meu nome. Pra que se importar se eu preciso ou não do seu dinheiro? Por que fazer um esforço para me conhecer, para saber se eu não dependo do salário mesquinho que você, miseravelmente, me pagava.
          Embora fizesse idéia de que aquela era a realidade, a própria nunca havia sido jogada em sua cara de forma tão intensa e... e... o homem perdia-se em meio aquele novo panorama.
          - Ahn... desculpe-me, eu devo pedir.
          - Isso não vale muito. Mas tudo bem, vamos tentar dar alguma utilidade ao seus sentimentos fúteis de perdão.
          O homem nunca havia sido tão humilhado em toda a sua vida.
          - Está viajando para onde? – ela perguntou.
          - Mônaco. Ver a família.
          - Ah, família! Surpresa você ter uma. Mas tudo bem. Fale sobre ela. Porque não mora com você?
          Com vergonha de responder, o executivo manteve a resposta presa em dentro de si, encurralada embaixo de um apertado nó na garganta.
          - Cadê a educação, eim? Responda!
          - Porque eles não me aguentam. – ele resmungou, baixo demais.
          - Como? – respondeu Ester, rindo, apesar de ter ouvido muito bem a resposta.
          - Eles não me aguentam. – antes que Ester pudesse rir mais, ele continuou. – E agora, quando eu me esforço para por uma vez visitá-los, me falta um vôo. O que eles vão pensar de mim?
          Para a surpresa da mulher, ele estava à beira das lágrimas.
          - Me desculpe. – ela perguntou, gaguejando e incerta.
          - Não, tudo bem. Você só está descontando.
          - Eu não tenho esse direito. Só porque... ah, esquece. É ano novo, deveríamos estar comemorando.
           - Tem razão. E você, pra onde ia?
           Ela sorriu, mas evitou comentários sobre a educação dele finalmente chegar. 
          - Moçambique. Voltar para casa. Agora que eu não tenho mais emprego...
          Ele se sentiu ainda mais constrangido.
          - Quer voltar? - Ele perguntou, após um silêncio constrangedor. 
          Ester estranhou.
          - Como?
          - Voltar pra empresa.
          - Claro!
          - É o mínimo que eu posso fazer. Depois de tudo. Afinal... para alguns, em algum momento, a humilhação é o maior presente que se pode ser dado.
          Ela sorriu. Agradeceu, e o espírito do ano novo finalmente adentrou o saguão, agora não mais tão vazio.             

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Paixonite e um falso suicídio

          Esta madrugada acordei com paixonite. A noite já se despedia, e junto a ela, eu dava adeus mais uma vez à minha cidade natal. Mas que fique claro, não foi esta a me adoentar com o vírus imaterial da paixonite; foi, pois, uma garota não muito singela, talvez um pouco meiga, muito bonita e com um jeito apaixonante de ser única. É claro que, sendo apenas uma paixonite passageira, logo passará, mas por toda viagem me atormentei em pensar em quão escassas nossas conversas foram até o momento, e constatei que realmente tenho problemas para conversar com pessoas que insistem em desviar minha atenção para sua deslumbrante beleza.
          Sempre me assusto ao constatar que a paixonite não está entre as 100 piores doenças existentes (pelo menos não oficialmente). Apesar de não ser fatal – mesmo que por vezes seja, se bem que indiretamente – ela provoca horríveis dores na vítima, dores psicológicas que por vezes são sentidas como se fossem reais; sem mencionar a asfixia momentânea ao olhar para a/o transmissor(a) e a vergonha que se sente ao perceber que o que se acabou de dizer é absolutamente ridículo.
          Não é preciso de assistência médica para diagnosticar a paixonite: você sabe quando tem. Se bem que a medicina realmente nunca teve participação muito promissora no tratamento da doença, que normalmente é combatida usando conselhos e sabedoria popular, métodos rústicos que muitas vezes se provam ineficientes. O melhor remédio para a paixonite é o contato íntimo e direto com o transmissor. Após certo tempo de medicação, os sintomas desaparecem ou são revertidos, ou mesmo agravam-se (se é que este é o termo certo), dando lugar à uma necessidade absoluta de se estar ao lado da pessoa que o contaminou – e a qual você também contaminou, para o agravamento completo.
          O Sol nasce e me recuso a olhar mais uma vez para a cidade, com medo de sofrer permanentemente de outra doença: a saudade, que pode também vir na forma de nostalgia. Coloco a última das malas no carro e fecho o compartimento. Subo ao apartamento mais uma vez só para chamar quem ainda está por lá, enquanto redijo esse texto mentalmente e imagino se ela algum dia o lerá. A visão acidental do sol sobre as casas e o prédio solitário ao longe derruba qualquer resistência minha e eu vou até o parapeito, dando uma última olhada para o local onde nasci, enquanto reviso mentalmente estratégias que sei que são e já se provaram inúteis para destronar a vontade monárquica de estar próximo à transmissora. Respiro pela última vez o ar da minha cidade e pulo pela janela do apartamento.
          Não, brincadeira, eu desço as escadas e entro no carro, em direção à outra cidade querida. A saudade, não só da cidade quanto da garota, vai me torturar por algum tempo, eu sei. Mas eu acho que resisto; se bem que isso só o tempo dirá.     
             

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Desculpem pela demora

Estou viajando por esses tempos, por isso a demora para atualizar o blog com um conto novo. Perdão! Logo estarei postando algo novo.

Abraços,

Victor

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Recomeçar


          Às vezes um reinício é tudo de que precisamos. Um reinício para abrir nossos olhos e nos fazer ver aquilo que normalmente é invisível aos olhos comuns. Para que possamos enxergar com clareza tudo que fizemos de errado e simplesmente consertar, construindo assim, dali em diante, uma rotina melhor, uma vida melhor. 
          Recomeçar é uma ação que pode ser feita diversas vezes, indo desde uma intenção fútil ou inteiramente falsa ou desmotivada até um verdadeiro novo começo, uma mudança geral para melhor na vida de uma pessoa. Mas, na maioria das vezes, os verdadeiros recomeços nunca são intencionais ou planejados. Eles surgem vindos do desconhecido, fruto de uma ação externa que nos força a perceber o quanto sempre estivemos errados. Às vezes de um conselho, ou uma decepção pessoal, ou até mesmo de um acidente, ou qualquer evento, desafortunado ou não.
          Quando você perceber que sua vida está completamente errada, que as coisas não estão no lugar certo, não force um recomeço: eles vêm com o tempo. Se nada aconteceu, é porque simplesmente não é a hora. Muitas vezes nem mesmo precisamos de um recomeço: nossa vida é perfeita como ela é e simplesmente não conseguimos enxergar isso. As mudanças vêm com o tempo, e nem todas elas são um recomeço. Algumas mudanças vêm em forma de acontecimentos, outras em formas de pensamentos, e outras em formas de pessoas. Essas últimas costumam ser mais efetivas, e são essas que muitas vezes nos levam a recomeços. Nunca se esqueça que um bom recomeço, na hora certa, é o melhor presente que você pode dar alguém, mas saiba que não é você que o transmite: assim como quando você começa uma nova vida devido a alguém, não é a intenção dessa pessoa que vale, e sim o que você faz com essa intenção.

          Um feliz ano novo a todos, e que recomecemos todos!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Um apelo

          Isso não é um conto. Na verdade é um pedido... por favor, se gostarem das histórias, comentem ou cliquem em um dos marcadores!!!! Senão não tem como saber se estão gostando...

Abraços,

          Victor